@@@marker@@@ @@@marker@@@

Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Notícias

28.06.2011 | 12:15

Congresso discute a taxa de marinha

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, proposta pelos deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Arnaldo Jardim (PPS-SP), a polêmica sobre as cobranças de terrenos de marinha foi discutida sob a ótica econômica, social e jurídica. Segundo os parlamentares, o principal dano ao cidadão diz respeito à tributação exagerada, pois quem possui ou habita em imóveis situados em terrenos de marinha paga o foro, a taxa de ocupação e o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

Segundo o deputado federal José Chaves (PTB-PE), a população de Pernambuco também é prejudicada pela tributação: “No Recife há casos como o de um casal de aposentados está inscrito na Dívida Ativa da União e, por isso, não consegue receber o benefício”, conta. O caso não ocorre apenas no Estado, segundo o deputado estadual Luciano Rezende (PPS-ES), a situação se repete no Espírito Santo, “principalmente na capital, Vitória”, destaca. Belém, capital do Pará, tem um dos casos mais graves. “A cidade tem 50% do território considerado como terrenos de marinha. Prédios e clubes estão ameaçados por ação judicial por serem devedores da União”, argumenta Jordy.

Na opinião do deputado Zoinho (PR-RJ), que presidiu a audiência, não faz mais sentido a existência dos terrenos de marinha nem da cobrança de taxas de ocupação ou de outros encargos para seus moradores. “Grosso modo é como se o cidadão adquirisse um imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal. E após pagar o financiamento, vem o governo e diz que a lei determina que o apartamento deveria ter sido financiado pelo Banco do Brasil. E aí o cidadão tem que pagar tudo de novo”, exemplifica.

Fonte: Jornal do Commercio (PE)